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Daqui a alguns anos sediaremos a copa do mundo e os turistas ficarão ávidos em conhecer nossas belezas naturais. Tanto os turistas como nós no cotidiano, desejamos utilizar os orelhões, contudo às vezes ocorrem emergências e um orelhão seria a forma de poder avisar ou chamar pessoas ou serviços. Orelhão público é um direito do cidadão e um dever das operadoras de telecomunicação ao serem concedidas em explorar essa natureza de serviço.

Hoje em Itapissuma (litoral norte) em local comumente utilizado por turistas  fiz uma via cruzes, ou seria uma saga em busca de um orelhão, vamos aos fatos:

1º orelhão – O visor apresentava códigos não legíveis e apesar de existir sinal,  mesmo tentando ligar a cobrar não funcionava;

2º – Não dava sinal algum, é como se estivesse desligado. Acho que não pagaram a conta;

3º – Não dava sinal algum, é como se estivesse desligado. Acho que não pagaram a conta;

4º – Dava sinal, porém o caia a todo instante e mesmo assim não reconhecia os cartões telefônicos;

5º – Simplesmente o fone foi levado;

6º – A parte do sistema de escuta foi levando ficando o gancho telefônico vazio;

7º – Não dava sinal algum, é como se estivesse desligado. Acho que não pagaram a conta;

8º – Não dava sinal algum, é como se estivesse desligado. Acho que não pagaram a conta;

9º – Necessitei virar um homem elástico para poder usar, haja vista que o mesmo estava limitado por uma fileira de carrinhos de compra e um gradil no supermercado que o dispunha. Meu esforço, contudo foi em vão, pois não dava sinal algum, é como se estivesse desligado. Acho que não pagaram a conta.

O Litoral Norte de Pernambuco, um é local muito freqüentado por turistas e veranistas, um desses ambientes de roteiros  turísticos é a Ilha de Itamaracá. Antes de chegar lá, é comum os turistas pararem para ver o bucólico canal de Santa Cruz e degustarem a famosa caldeirada um prato da culinária regional feito com frutos dos mar.  Vale à pena sentir a brisa do canal de Santa Cruz, visitar o Forte Orange, a praia dos golfinhos e outras belezas que levaram Reginaldo Rossi a cantar Itamaracá é uma ilha encantada, mas nem  tanto.

Como chegar a dez orelhões ocasionaria um atentado ao orelhão e ocorreria o risco de ser internado ao lutar como se o mesmo fosse os acionistas da telefônica OI, decidi desistir de tentar.

Não quero nem comentar que boa parte dos aparelhos não tinha mais os números visíveis para discagem e que alguns podem ocasionar a  decapitação da orelha de quem usa. No dia que alguém vir um orelhão sendo limpo, por favor, envie-me um relato – pois, é um acontecimento digno de notificação histórica.

O pior é saber que o descaso com orelhões tem tomado o país, já há até quem balburdie para criação de movimento em defesa dos mesmos (Ver Manifesto a Valorização Financeira em http://linguaferina.wordpress.com/2010/08/10/orelha/).

Fico ainda na esperança que a empresa escolhida para ser a patrocinadora oficial da Copa do Mundo no Brasil, tenha vergonha na cara e faça manutenção dos orelhões públicos.

Clamo a Anatel que exerça seu papel de regulamentação e fiscalização dos serviços. Sonho que um promotor abra uma ação contra a falta de serviços da operadora.

Espero que o comitê da copa do mundo também inclua nos critérios de aptidão de patrocínio, empresas que prestem pelo menos um serviço de qualidade a sociedade, o que não é o caso da Oi.

Estou começando  a acreditar que o investimento da empresa no patrocínio para Copa do Mundo é grande demais, e está faltando recursos para manter os orelhões em funcionamento.

No mais, assim que eu comprar um caderno de matéria e encontrar um orelhão funcionando irei abrir nove processos para consertos desses telefones, mais um para o Orelhão do Departamento de Ciência Florestal na UFRPE e um para o Orelhão que fica em frente ao LAFEPE. Sim, já ia esquecendo o antigo Orelhão da Manoel Borba em Itapissuma que após sofrer com uma chuva torrencial foi ao chão, pastou e por fim foi eliminado.  Assim que eu conseguir esse feito posto uma nova crônica.

Os números

Dados momentos e necessidades da vida nos tornam patéticos. Curioso é definir onde está o ponto de equilíbrio entre o engraçado e o patético. São os acontecimentos eleitorais que me leva a graus filosóficos nunca antes imaginados.

Como engenheiro, sou amante do número, calculo tanto que nem controlo meu orçamento. Do contrário, fico deprimido em saber como será a minha aposentadoria bem como o que deixarei para as minhas herdeiras. Contudo, o meu passatempo predileto é calcular e observar.

As eleições e os números dos candidatos, nos faz entender a força de impacto dos números de rombo, 1,2,3 e tantas outras combinações matemáticas, e mesmo a pensar que grau de influência os números têm sobre o eleito. Esse inferno de número está criando subsídio para um eventual doutorado em matemática, pois, dadas lógicas necessitam de um tempo grandioso para ser observado.

Por outro lado, é o momento que a criatura vira número e o número torna-se criatura para alguns. Nas eleições anteriores percebi aqui em Pernambuco, que alguns candidatos tinham sido eleitos pela magia do número. Por exemplo, o número 12345 elege qualquer criatura, mesmo que esta não tenha proposta e não apareça no guia eleitoral.

O TRE deveria analisar isso com carinho, pois o povo está sendo contaminado pela assombração numeral, que acontece quando uma pessoa vai votar e esquece o número do candidato, aí então lá vão: 12345 ou 10000, esses mil é mais que especial.

Gostaria que fossem apenas os números que me levam a somar e tirar noves fora, perceber se são primos ou não, e entender a sonoridade dos mesmos, contudo, mais patético e ver um rosto rindo de mim a cada dois metros, e por quilômetros em dadas avenidas. Nunca imaginei que um dia teria que disputar a calçada com um retrato. Driblar ou ser acidentado por um retrato é demais. Outro dia desses, se não fosse minha atenção tinha tido o carro atingido por um retrato político voador que desesperado pelo voto, até voar voou. E mais desesperado estão algumas pessoas nos sinais, que até dançam ao ritmo dos jingles dos candidatos.

E aí CTTU, faixa de pedestre virou pista de dança? Fico imaginando eu velho, tentado passar no meio dos jovens animados, com medo da cotovelada do frevo que rasga. Porém, muito pior do que os números, são os sorrisos dos candidatos nas ruas e os jingles que ecoam um milhão de vezes em nossa porta, e que nos leva a cantar até para a oposição.

Sem falar dos comboios de motociclistas e suas bandeiras. Oh cruel e irreparável clímax eleitoral! Queria entender matematicamente e de forma exata, qual a valia desses instrumentos, pois, para mim o único efeito até agora é de enjoo numérico e o desejo de votar 0000.

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